domingo, 19 de setembro de 2010

BALANÇA ANTIGA



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(http://assuntosdepolicia.blogspot.com/2010/09/pm-fecha-parceria-com-uerj-para-criar.html)
domingo, 19 de setembro de 2010
PM fecha parceria com Uerj para criar a escola de UPPs
Guilherme Amado
Convênio
O governo do estado começou a desenhar o projeto da Escola Nacional de Polícia Pacificadora, a sala de aula que vai formar oficiais e praças da Polícia Militar para atuar nas UPPs e no restante da corporação.
A principal novidade em torno do projeto, que ficará onde hoje é a atual sede do Bope, no Catete, é um convênio entre a PM e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), dobradinha que será assinada esta semana.
— Serão aulas teóricas e práticas para dar uma formação adicional ao da Academia da PM, e criar uma doutrina de polícia pacificadora — explicou o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame.
A escola só deve ser inaugurada no início de 2012. Antes será feita a transferência do Bope para a nova sede em Ramos. Em 2011, devem começar as aulas para PMs. Segundo o reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, o curso será para oficiais (de tenente a coronel) só de UPPs e para futuros praças (de soldado a subtenente) de toda a PM.
— Não vamos ensinar a atirar. Isso é com a PM. Para os oficiais, teremos um eixo tecnológico, em que eles aprenderão a combinar estatísticas sociais e mapas da favela, noções de Direitos Humanos e mediação de conflitos. Tudo em 360 horas/aula.
Já os praças cursarão vários módulos de 30 horas cada, de diversos temas, como inglês, condicionamento físico ou história da polícia no Brasil, por exemplo. A expectativa é que 500 oficiais e 6 mil praças sejam formados por ano.
O curso também vai ser prático. Cada oficial vai estagiar nas favelas pacificadas. Essa passagem por uma UPP vai servir de base para uma monografia, de conclusão de curso. As comunidades Santo Amaro e Pereira da Silva serão pacificadas, quando a Escola Nacional for inaugurada, para que sejam usadas como laboratório para os oficiais.
A parceria, espera a Uerj, deve aproximar a polícia do ambiente universitário:
— A universidade é um agente crítico. Nós pensarmos a polícia é muito positivo. E a polícia perto de nós também, para que o universo acadêmico perca preconceitos — aposta Vieiralves.
O comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte, afirmou que o convênio faz parte de sua estratégia de valorização do policial:
— Nossa estratégia tem sido investir no ser humano, a base de tudo. Melhorar as condições de trabalho, ensino e fiscalização desse trabalho.
Professora da Universidade Candido Mendes, a antropóloga Jacqueline Muniz vê com bons olhos o projeto:
— Não é uma parceria nova, essa entre polícia e universidade, mas parece novo o fato de esse convênio estar ligado a uma política pública do governo como um todo — explicou Jacqueline


Eu sempre cogitei que tivéssemos um melhor preparo, no entanto, para suprirem as carências, preferem iludir o Povo e arriscas a vida de “chefes de família” do que prepará-los de maneira correta e profissional, afinal teriam um álibi para culpá-los em caso de erros cometidos ou desvios de conduta.


O Policial Militar é um dos mais completos profissionais que conheço, inclusive já havia citado isso em outras postagens, porem, poucos exercem suas funções com exatidão devido aos ensinamentos ministrados pelo Estado.

Aprendem nas ruas o que tem que aprender e também o que não deviam aprender.


São Seres Humanos os quais as pressões que são exercidas sobre eles, não são mensuradas, e quando “explodem” são facilmente substituídos, sendo punidos não só eles como também suas famílias.


Eu já presenciei companheiros escreverem “rua Dão Pedro 2º”, não que eu seja um mestre com o conhecimento pleno da minha língua, no entanto, o básico eu tenho a obrigação de saber, porem não há nenhuma preocupação em termos nossa imagem denegrida.


Em pleno século XXI, onde marginais realizam vídeo conferencia para comprar armas e drogas e em qualquer esquina vemos “bicheiros” online, podemos considerar 70% do nosso efetivo “excluídos digital”.


Continuamos na “era do papel” e o pior de tudo que é normal, termos falta desse tão precioso material para trabalharmos onde cabe a nós, “se virar” para não pararmos de trabalhar.


Eu mesmo, quando tive a honra de conversar com o meu Comandante, Coronel PM Mario Sergio, solicitei para que nós Praças, tivéssemos uma “atenção” maior, cursos em outros Estados, assim como tem para os Oficias, pois os nossos, geralmente são em Ônibus ou no Maracanã e para complementar, alguns “instrutores” não tem o empenho ou a vontade de ministrar um curso serio, colaborando assim para uma evasão daquilo que realmente precisamos.


A tal “estratégia de investir no ser humano” são apenas os nossos Direitos sendo pagos em doses homeopáticas, as quais contribuem voluntariamente para a discórdia e a apatia da grande maioria, cito como exemplo as tais “bolsas” onde nos, mais velhos são discriminados ao sermos excluídos dos benefícios politiqueiros.


Não sei se os Srs se lembram das velhas balanças onde colocávamos um peso de um lado e do outro a mercadoria que iríamos comprar, para mim não existe exemplo melhor do que esse para os nossos Policias.

Onde, sem qualquer distinção de função, teriam REAIS benefícios tais como, um credito pelo Estado para adquirirem suas casas próprias, com livre escolha e não em “pombais” empurrados pela garganta abaixo.
Um sistema de saúde onde teriam uma assistência digna para si e seus familiares.


Convênios sérios com faculdade para si e seus familiares direto, não esses “descontos” os quais, em alguns casos, não passam de mera especulação em que qualquer um tem.

A ativação do nosso laboratório, o qual tive a honra de trabalhar e a tristeza de presenciar que tantos companheiros, a maioria reformados foram prejudicados pelo seu fechamento.

A continuação do único Colégio que temos para os nosso filhos, onde já fiz uma postagem repudiando a intenção de fechá-lo.


A criação da nossa “Subsistência” (publicado em postagem anterior)

Um credito para que possamos comprar um carro e não um passe pra andarmos de ônibus e sermos executados dentro deles.


São tantas coisas que poderiam pesar do nosso lado que duvido que alguém fizesse algo para perder esses simples benefícios.

Um homem satisfeito produz mais e com mais qualidade.


Quando a nossa Policia vai deixar de ser Política?

Eu pediria aos Srs para imaginarem que cada um de nós, satisfeitos com nossas funções, indo para as nossas residencias com nossos veiculos particulares munidos de radios de comunicação, seriamos quantas "patrulhinhas" a mais ?


Afinal somos Policias Militares 24 horas por dia, não estou correto ?


Ricardo Garcia
Sargento de Policia
Cidadão Brasileiro

3 comentários:

  1. Ana Cláudia Figueiredo da Silva20 de setembro de 2010 20:08

    Concordo plenamente com o senhor que são poucos os benefícios, muita a cobrança e pouco investimento no material humano policial militar. Acredito que se pagassem "extra" comprando a segunda folga, já que o "polícia" faz "bico", investissem no Colégio para que nossos filhos ficassem o dia inteiro, como previsto inicialmente, com atividades e incentivo aos policiais que são qualificados para exercerem suas funções na polícia e para a polícia e não fossem vistos como quem não quer patrulhar ruas, que estão "escamando", ou seja, que houvesse o devido RESPEITO pelo policial e seus familiares, a coisa fluiria melhor. A vida requer que sejamos diferentes, melhores e para isso nos doamos todos os dias ao irmos trabalhar, mas muitos pensam: "eles fingem que me pagam e eu fingo que trabalho". Quem sai perdendo? Todos: do comandante ao recruta, do cidadão às autoridades, dos policiais aos seus familiares, mas não há preocupação com isso e sabe por quê? Porque de alguma maneira não os afeta. Mas até quando? Um forte abraço da sua amiga de Unidade Sd Ana Cláudia

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  2. É meu amigo, a estratégia de se investir no ser humano, neste caso em relação a vcs policiais como condições de trabalho, ensino para uma melhor capacitação, e fiscalização deste trabalho, é uma boa.... torço para que haja um comprometimento sério, principalmente daquele que irá ministrar os cursos e a continuidade desta parceria com a dita universidade.Seria muito bom se dentro destas condições de trabalho fosse discutido tb a revisão salarial da classe,este tema seria um foco pra lá de importante em um trabalho de monografia, ainda mais se for pesar os anos de defazagem salarial........boa noite bjs

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