JORNAL O DIA (online)
17.12.10 às 01h49
Show de ostentação em aniversário de traficante Macarrão
Festança de chefe do tráfico foragido teve apresentação de pagode e queima de fogos
POR VANIA CUNHA
Rio - Uma superprodução. Assim foi a comemoração do aniversário do traficante Marcelo da Silva Soares, o Macarrão, que fugiu dos complexos da Penha e do Alemão, onde se escondia antes da ocupação da polícia. O criminoso é apontado como braço-direito de Márcio Batista da Silva, o Dinho Porquinho, um dos chefões do Alemão. A festança, realizada em maio na Vila Cruzeiro, teve duas atrações especiais: uma queima de fogos e show do grupo de pagode Jeito Moleque.
O evento atraiu centenas de moradores da favela ao Campo do Ordem, bem próximo ao caminho percorrido pela quadrilha para escapar da operação da polícia, dia 25, e onde bandidos atearam fogo a veículos para impedir a entrada de blindados.
As imagens da festa foram editadas e transformadas em um DVD. Na primeira parte, a organização do evento impressiona: uma área VIP separava o traficante e seus convidados de outros moradores. Na entrada, um cartaz com fotos de Macarrão com a família e uma homenagem: “Macarrão, essa comunidade te ama. Você é um amigo presente nas horas difíceis. O Senhor sempre estará contigo”. Os quatro filhos aparecem nas imagens fazendo declarações para o pai. No pescoço das crianças, grossos cordões de ouro com pingentes gigantes.
Após a queima de fogos, o DVD mostra o show. Com os cabelos pintados de loiro e pesados cordões, o aniversariante sobe ao palco e acena para a platéia com uma das muletas. O vocalista da banda, Bruno, ainda pergunta se Macarrão quer usar o microfone, mas ele prefere ficar num canto, dançando. Depois, ele e amigos aparecem aproximando do nariz um frasco que parece ser de lança-perfume.
Sem armas por ordem de aniversariante
Apesar de ser uma festa de traficante, o evento teve detalhe curioso: por ordem do Macarrão, ninguém poderia exibir armas, já que havia muitos amigos e parentes do aniversariante de fora da favela.
A assessoria do Jeito Moleque informou que os músicos não lembram do evento, mas que o grupo não se apresenta em festas de aniversário. No entanto, são comuns os shows em comunidades quando os requisitos exigidos pelo grupo são atendidos. A assessoria frisou ainda que é normal os artistas receberem listas com nomes de pessoas a quem devem cumprimentar, geralmente organizadores e patrocinadores
Seria mais fácil me chamar de imbecil para acreditar nas declarações dessa assessoria , talvez queiram nos tratar de "Moleques" com a as imagens explicitas em um vídeo e a alegação de “amnésia”
Talvez tenham utilizado alguma substancia durante a apresentação para esquecerem de um “Show” dessa natureza e nesse local.
Quanto aos “Pobres Moradores” dessa comunidade, sentirão falta dos “eventos’ proporcionados pelo criminosos, o que nos leva a acreditar na conivência e na cumplicidade com o "poder paralelo".
Porem já que agora o “dono do morro” mudou, eles devem esperar ansiosos por outros Shows, mas dessa vez, não será patrocinado pelo dinheiro do narcotráfico e sim dos nossos suados impostos os quais irão bancar os cachês milionários desses nossos queridos “Músicos” e que, com toda a certeza será anunciado como “Gratis’ pelos seus organizadores.
Vamos torcer, para que caso esse grupo de pagode seja convidado, esqueça também de receber seu cachê, afinal poderia ser utilizado em algo útil para a comunidade, como Postos de saúde, escolas e tantos outros benefícios reais.
Ricardo Garcia
Sargento de Policia
Cidadão Brasileiro
















