
JORNAL O DIA (online)
19.09.09 às 23h16 > Atualizado em 20.09.09 às 01h19
‘Batidinha’ que obriga vítima a desembarcar para ver o estrago é a nova ameaça nos sinais
POR VANIA CUNHA, RIO DE JANEIRO
Rio - Uma batidinha na traseira do veículo parado em um sinal. Motoristas descem para verificar o estrago. A cena comum no trânsito da cidade pode esconder uma nova armadilha de assaltantes para roubar carros. A nova tática adotada pelos ladrões pode ajudar a polícia a entender o que teria levado dois policiais militares a descer do veículo blindado, da segurança do presidente da Cedae, Wagner Victer. Os sargentos foram mortos em assalto esta semana, no Engenho de Dentro.
ESTACIONAMENTO O bandido escolhe o carro ao ver o motorista estacionar. Calmamente, pede que a vítima vá ao local, dizendo que está com o carro ‘preso pelo outro veículo’. No local, o motorista é rendido.
Há duas razões para que um crime aconteça: primeiro, A VONTADE; segundo, A OPORTUNIDADE. Em relação à primeira situação, nada se pode fazer; mas quanto à oportunidade, pode-se impedir que ela apareça, adotando medidas preventivas.
Infelizmente e lógico, que só podemos utilizar como experiência, os fatos que já ocorreram, torcendo para que não tenham sido fatais, o resto dependerá da “malícia” de cada um, e usarmos a mesma “arma” que eles utilizam: A IMAGINAÇÃO
O que deveríamos ter na verdade, ao menos para atenuar as ações, seria as nossas Leis, mais rigorosas e menos flexíveis diante dos possíveis argumentos, para que com a certeza de uma punição haja uma reflexão das possíveis ações criminosas.
Podemos reparar, quase que diariamente, pessoas nocivas a nossa Sociedade, sendo beneficiadas pelas nossas Leis e o pior, sendo reincidentes na vida do crime devido a esses “benefícios”, provando sem sobra de duvida que, não temos um “aparelho de reintegração” eficaz, desses “Elementos”, sendo ate um “trágico cômico” onde se olharmos por um outro ângulo, o elemento comete um crime, é preso e depois volta para cometê-lo novamente e tentar não ser preso dessa vez, quanto a vitima, hoje em dia, seria difícil dizermos, que ela também não tenha a “experiência de Vitima” afinal sabemos que vários membros da nossa sociedade já sofreram mais de um assalto.
Embora, a Policia, nunca tenha deixado de fazer o seu “papel”, fica difícil, quase impossível, tentar estar presentes na hora e no local exato para coibir tais ações, afinal não são videntes, trabalham sob estatísticas, que para mim, de nada adianta, a não ser, para os que estão fixos naquele lugar exato, passando a ser “exclusivos” para uma minoria privilegiada, gerando ao meu ver, um vinculo político e não social.
As ações atuais que a Policia desenvolve em determinadas área são obsoletas e paliativas, não acompanhando a evolução de números de habitantes, do crescimento de habitações e nem, ate mesmo do perfil dos moradores daquela área, embora não seja exato mas, provável, tendo somente o presente como objetivo e não o futuro.
Podemos exemplificar as cabines, aqui mesmo nesse Blog, em uma postagem anterior, comentei sobre esse caso, onde há um planejamento através das tais estatísticas, um gasto do dinheiro publico para a confecção do “projeto’ e devido a falta de manutenção, que englobam um complexo envolvimento de fatores para a sua finalidade, tais como, homem, alimentação, apoio, luz, água, conforto, comunicação, dentre outros, são deixadas de lado até que haja uma manifestação de interesses, como havia dito no parágrafo anterior; “exclusivo” para uma minoria privilegiada, o tal vinculo “Politico”
Reparem os Srs que estamos falando de “crimes” e já discutimos sobre o que torna as ações em crime (Leis), na ineficácia da reeducação, na ação e na prevenção e agora no principal.
O Sentimento Humano, como todos nos sabemos, é imprevisível, tanto para as ações, quanto para a vontade de realizá-las. A Policia é utilizada como instrumento não de apaziguador de conflitos e sim de vontade e interesses pessoais políticos.Não há na verdade um direcionamento para a população, a tão sonhada Policia Cidadã, é mera especulação política em face da volubilidade de “orquestração” tornando um grande laboratório cuja as experiências em muitas das vezes, ate mesmo trazidas de fora e da realidade impar de cada caso, se tornam um desastre com dimenções catastrófica e inrevessivel.
O estereótipo do profissional de segurança é mantido, e em conseqüência, não é aproveitado a sua capacidade, embora ela seja necessária para a desenvoltura de suas ações, causada principalemnte pela vaidade e ignorancia de alguns e principalmente a sua falta de valorização .
Perdoe-me se alonguei em uma simples postagem, ultimamente tenho me deixado ser levado por sonhos e vontades que infelizmente não passaram de palavras em que muitas das vezes mal interpretadas, embora seja apenas uma ponta de iceberg.
Ricardo Garcia
Sargento de Policia
Cidadão Brasileiro















